Desafio “quebra-crânio” exige atenção por parte da comunidade escolar

A direção do Colégio Cônsul Carlos Renaux reforça seu compromisso com a qualidade de ensino e o bem estar de seus estudantes e corrobora o alerta feito pela Associação Brasileira de Neurocirurgia, desta quarta-feira (12). O comunicado, tem como foco o desafio popularizado pela internet, chamado “quebra-crânio”.

Nele, duas pessoas causam o desequilíbrio seguido da queda de um terceiro participante durante um salto. Os profissionais da saúde destacam o risco de lesões do impacto gerado com o desafio. A brincadeira, afirma o comunicado oficial, “pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo, além de danos à coluna vertebral”. Os ferimentos, segundo a nota oficial, podem gerar ferimentos graves.

Tendo em vista o risco, o Colégio salienta a necessidade de orientação e a atenção redobrada de toda a comunidade escolar com a prática. Confira a nota da SBN na íntegra:

Prezados (as) senhores (as):
A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) vem, por meio deste, alertar aos pais e educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do desafio “quebra-crânio”, que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais.

Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender.

Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico - TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito.

O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo.

Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação.

Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.

Diretoria
Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)