A Reforma Luterana e a Educação

Na semana que comemoramos os 502 anos da Reforma Luterana faz-se oportuno lembrar e destacar a importância da Reforma para a educação. Mais do que se costuma pensar, a influência da Reforma vai muito além do campo religioso, atinge as esferas política, econômica, cultural e educacional.

A Reforma Luterana provocou profundas mudanças no sistema educacional europeu. Para os reformadores, todas as pessoas deveriam ter acesso à educação básica ao menos. Martim Lutero e Felipe Melanchton propuseram a criação de escolas secundárias (gymnasium), a revisão do currículo escolar, a organização dos alunos por idade e habilidades, a educação compulsória e por fim, a transferência da responsabilidade de criar e manter escolas das igrejas para os governantes.

O impacto na educação dos países com maior presença luterana é visível ainda hoje. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), países majoritariamente luteranos – Finlândia, Alemanha, Dinamarca, Suécia, entre outros – ocupam posições de destaque no ranking de desempenho escolar.

Para os reformadores, a educação formal deveria ser prioridade para os governantes. Lutero certa vez falou: “Para cada florim investido na guerra, cem deveriam ser investidos na educação”.

O pensamento de Lutero e Melanchton, após mais de cinco séculos, continuam atuais. Somente com uma educação de qualidade construiremos um mundo melhor.

O Colégio Cônsul Carlos Renaux, alinhado com os princípios e valores cristãos luteranos, tem orgulho em dar continuidade ao legado da Reforma Luterana por meio de um ensino de excelência para vida e para o mundo.

“Quando a escola progride, tudo progride”. (Martim Lutero)

Nathan Krieger
Professor de Ensino Religioso